EVT pode vencer

A APEVT esteve hoje na Régua para entregar a Carta Aberta directamente ao Pedro Passos Coelho.

Já ontem uma colega de EVT (Sandra) em representação da APEVT esteve com Pedro Passos Coelho para fazer-lhe chegar em mãos a “carta amarela”. A Sandra aproveitou para disser tudo o que lhe apeteceu e ia na alma.

A carta amarela que a Sandra entregou ontem encontrava-se hoje no carro de PPC.

Melhor do que fazer o relato da forma como a APEVT foi recebida e do que foi dito por PPC é asssistir aos 9 minutos e 25 segundos do video.

Perdoem-me a falta de qualidade na conversão do video. Tentarei melhora-lá já que a gravação original está em definição digital.

httpv://www.youtube.com/watch?v=zSm_OsxhEcY

 

FNE e ME vão iniciar negociações sobre os Concursos de 2011

Na reunião que hoje ocorreu entre a FNE e o ME, foi determinado um elenco de matérias a agendar para um conjunto de reuniões que deverão iniciar-se o mais rapidamente possível.

Entre essas matérias, integram-se:

  • os concursos de docentes de 2011;
  • a definição de regras para a organização do tempo de trabalho docente;
  • a apreciação do regime de avaliação;
  • a determinação de orientações para as condições de progressão dos docentes em comissão de serviço no ensino português no estrangeiro.

Esta reunião tinha como objectivo a definição das quotas para os diferentes grupos de docentes em avaliação, mas a FNE levou para a mesa de negociação outras questões a carecerem de solução, umas a mais breve prazo, outras com mais algum tempo, mas todas com carácter de urgência.

Em relação às propostas do ME que motivaram a reunião, a FNE sublinhou de novo a sua oposição a que o processo de avaliação de desempenho integre a definição de quotas para atribuição dos níveis mais elevados de classificação. Trata-se de uma norma injusta e que distorce os critérios de avaliação, para além de constituir um factor desnecessário de perturbação da vida interna das escolas, contribuindo de forma significativa para que as relações interpessoais se degradem. Este é, aliás, um dos factores que marca negativamente a operacionalização do modelo.

Entretanto, e tendo em linha de conta a necessidade de iniciar o processo de negociação do regime de concursos de docentes de 2011, a FNE apresentará propostas concretas já na próxima semana, na sequência do que será marcada reunião para a respectiva análise.

Em relação à concretização da avaliação de desempenho, a FNE vai apresentar sugestões para aplicação ainda este ano. 

Nesta reunião a FNE reivindicou que as condições de trabalho dos docentes e a sua organização tenham novos enquadramentos que façam com que o seu tempo de trabalho seja dedicado essencialmente à sua actividade principal, que é a da relação com os alunos, em acção educativa e formativa. Sobre estas questões, haverá proximamente encontros de trabalho.

A FNE tudo fará para que a abertura destes processos negociais permita que se debatam e encontrem soluções de valorização e dignificação dos docentes portugueses, para além de se contribuir para a diminuição de factores promotores de desemprego e instabilidade.

 

Porto, 25 de Fevereiro de 2011
O Departamento de Informação e Imagem

A tourné começou!

O Paulo deu conta aqui de um resumo da reunião que Isabel Alçada iniciou ontem com os Directores dos Agrupamentos de todo o Pais com vista à preparação do Ano Lectivo 2011/2012. 

Tenho uma grande esperança que Isabel Alçada tenha de vir a engolir uns sapos no dia 4 de Março, quando realizar a reunião na área da DREN.

Para quem não entendeu ainda como pode vir a correr o próximo ano lectivo, deixo aqui a transcrição completa da “acta” da reunião.

Como deves saber, decorreu hoje uma reunião (não sei se a primeira) com os Directores de Escolas do Distrito de Setúbal, Drel Norte e Vale do Tejo e a equipa daquela senhora que se diz Ministra da Educação. Presentes os dois secretários de estado e o senhor director regional.

Pontos da ordem de trabalhos:

1. Opções estratégicas
2. Programa educação 2015
3. Metas de Aprendizagem
4. Formação contínua
5. Avaliação docente
6. Reorganização da rede escolar
7. Processos de aquisição de bens e serviços
8. Organização do Ano Lectivo

No 1º ponto, mais um espectacular acto de propaganda sobre o pisa e um relembrar que da verba gasta na Educação apenas 10% são para despesas de funcionamento, sendo o restante alocado ao pagamento de vencimentos. Nas despesas de funcionamento é impossível cortar (estou para ver qual é o corte que vamos levar no nosso orçamento este ano) e que temos que olhar para os Recursos Humanos. O que está em causa é um efectivo aproveitamento das horas que se gastam na educação. A hora custa dinheiro, então temos que nos debruçar nas horas que os docentes passam sem dar aulas. O que está em causa é a componente não lectiva. (aqui houve-se o primeiro sururu na sala).

Ponto 2, mais uma espectacular propaganda ao programa 2015 que nem as direcções das escolas ainda perceberam, mas que cerca de 80% já estabeleceram as suas metas (a minha escola estabeleceu as mínimas). É um programa espectacular, mas que ninguém sabe o que se vai fazer para que funcione, apenas existem objectivos a atingir não existem metodologias nem ferramentas para que sejam atingidos. Mas até Espanha está entusiasmada com este programa.

Ponto 3, toda a gente sabe que as metas vão ser testadas este ano, foram escolhido 6 agrupamentos onde se vai fazer a sua validação e após essa fase iram sofrer as reformulações que a equipa ache necessárias. (Aqui posso dizer-te que um dos seis agrupamentos escolhidos, participou numa reunião em finais de Novembro na DGIDC onde foi informado que a monitorização iria iniciar-se no principio de Janeiro, até hoje nem mais um contacto)

Ponto 4, Mais propaganda ao excelente trabalho desenvolvido pela DGRHE relativamente à formação de Directores e à formação que se vai iniciar para formar formadores de formadores de relatores

Ponto 5, Fomos informados que todos os Agrupamentos presentes estavam a desenvolver o processo de avaliação com normalidade (ninguém se pronunciou) e foram apresentados os seguintes números:

  • 104106 professores do quadro
    34361 professores contratados
  • Professores que pediram aulas assistidas – 40,8% (gostava de saber como este número foi apurado, uma vez que não foi pedido às escolas que fornecessem o número de professores que solicitaram aulas assistida)
    Relatores – 19.2%
    Nº médio de docentes a avaliar por cada relator – 5.2
    Nº médio de aulas a assistir por cada relator – 4,2

Ponto 6, Vão continuar a ser fechadas as escolas com menos de 21 alunos. e vão continuar a ser criados novos megaagrupamentos. Em 2010 foram criados 84 não existe um número previsto para este ano.

Ponto 7, O Ministério das Finanças manda que as compras nas escolas sejam feitas através de central de compras e com a utilização de plataformas. Como as Direcções são burras, o mesmo ministério vai dar umas formações à malta. 8 e ninguém bufa)

Ponto 8, A senhora ministra diz a seguinte frase:

” É dificil as pessoas compreenderem que o tempo do 79 não seja considerado tempo efectivo de trabalho”

A confusão instalou-se, o verniz estala e a senhora lá reformula dizendo que dantes não era mas que agora sim era tempo efectivo de trabalho. Fomos informados que semanalmente são gastos 2 milhões de horas referentes ao 79 e à componente de trabalho de escolas, e que essas horas são pagas (estas conclusões são espectaculares) e custam muito dinheiro. Temos que encarar estas horas como um recurso (o verniz volta a estalar).

Dos créditos dados às escolas, apenas o crédito para o desporto escolar vai ser regulamentado por despacho, os restantes (incluindo o PTE) tem que vir do 79 e do trabalho de escola.

O crédito que vai ser atribuído às escolas vai ser reduzido em média a metade (contas minhas). É um desafio para todos os directores mas a senhora ministra lembrou que este é só mais um para os directores. Foi feita uma proposta, que se iniciava com a atribuição mínima de 8 horas de crédito, esta proposta não foi aceite e o ME abriu os cordões à bolsa e a tabela inicia-se agora com um mínimo de 10 horas e um máximo de 88 a ser atribuídas como crédito de escola. Esta alteração, vai custar 5 milhões de euros ao ME, se se gasta aqui tem que se cortar em algum lado (não nos foi dito onde).

Seguiu-se um animado momento de questões, alguns directores falaram dos colegas de EVT, ao qual foi respondido mais uma vez que o ME considera que um professor é suficiente para leccionar a disciplina (não foi dito o que vai acontecer aos que sobram, apenas que ficam na escola a desempenhar outras funções o senhor trocado ainda disse, com o microfone desligado, que podiam assegurar o PTE). O estudo acompanhado vai ser alocado à componente lectiva ou não lectiva, ao qual foi respondido que vai ser sempre alocado à componente lectiva e deve ser leccionado por professor de português ou matemática.

Uma directora manifestou-se dizendo que se as coisas continuam assim provavelmente não terá condições para continuar, ao que o senhor Trocado encolhe os ombros. Vários directores questionam porque é que o ensino nocturno desapareceu dos despachos dos adjuntos e da remuneração do directores e suas equipas (não se obteve qualquer resposta).

E por fim o crédito de escola, a ministra apenas responde da mesma maneira, o orçamento do ME é para cumprir e não pode haver derrapagens. Neste ponto do debate algumas vozes de alguns directores acusaram o ME de falta de coragem, se era para cortar havia que cortar no 79, acabava-se para toda agente e ponto final (devo dizer que quem se manifestou assim tinham todos ar de quem não entra dentro de uma sala de aula há 20 anos).

E assim foram perdidas mais 3 horas da minha vida.
Não foi um espectáculo bonito de se ver, mas não passou disso, um espectáculo.

Um abraço,

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"Gandas Planos"

Professores têm planos na Net para boicotar avaliação

Estratégias. Dar nota máxima a todos ou contestar em tribunal as classificações são duas das propostas

ESTRATÉGIAS Conseguir que todos os professores tenham nota máxima, que todos contestem a sua classificação em tribunal ou questionar os critérios até à exaustão são as sugestões para bloquear a avaliação. Propostas aproveitam brechas na lei. Depois de acções judiciais e moções a apelar ao boicote à avaliação, o autor do blogue Educação S. A. vem agora propor que sejam dadas as notas máximas a todos os professores, para que o processo fique bloqueado no Ministério da Educação. A ideia é entupir os serviços até que o Governo arranje soluções. Outras propostas apelam a que todos os professores contestem em tribunal a nota que lhes foi atribuída ou que se questionem todos os critérios.
Estas propostas levariam à suspensão da avaliação de desempenho dos professores, no último ano deste ciclo de avaliação. Todas estas iniciativas dependem da adesão dos professores, mas os seus proponentes garantem que travaria este processo muito contestado. Nenhuma delas é ilegal, apenas aproveitam as brechas na lei, diz o especialista em direito administrativo Guilherme da Fonseca.
Dar nota máxima a todos os professores ( ver em baixo) iria levar a uma situação em que a comissão de avaliação teria de estabelecer critérios de desempate, o que ainda não está feito em todas as escolas. Não chega para “ derrubar a paliçada e conquistar o forte”, mas é o suficiente “ para deixar o inimigo sossegado dentro da torre de menagem… sem pinga de água”, descreve o autor anónimo da proposta na sua página.
Já Ilídio Trindade, do MUP ( Movimento Mobilização e Unidade dos Professores), acredita que “ o mais simples era todos os professores recorrerem em tribunal da nota que lhes foi atribuída”.
Esta ideia colhe a simpatia de vários professores, embora reconheçam que existem obstáculos à sua concretização. “ A ideia tem piada, mas não é fazível”, reconhece o professor Ramiro Marques. Ainda assim, admite que “ se os relatores quisessem, as dez tácticas podiam bloquear a ADD [ Avaliação de Desempenho Docente]. O problema é que nem todos os relatores querem”. Também Paulo Guinote defende que esta medida não tem efeitos porque “ os relatores estão na defensiva, para não arriscar, porque depois são avaliados pela forma como avaliaram e não vão arriscar isso”.
Ricardo Silva, da APEDE ( Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino), apresenta como solução exigir esclarecimentos sobre os critérios para “ empatar o processo”. “ Colocar sempre perguntas como a diferença entre o ‘ muito bom’ e o ‘ excelente’ e dizer que não se avança até ter as dúvidas esclarecidas.”

Em primeiro lugar dar a nota máxima a todos não impede que a ADD prossiga, pois quem não pede aulas assistidas só pode ter a nota de 7,9. Assim, à partida esta ideia é absurda e inconsequente.
Constestar a classificação em tribunal pressupõe o pedido prévio das aulas observadas e não estou a ver quem não as tenha pedido que venha a reclamar por não ter obtido nota superior a BOM.
Penso que das três estratégias apontadas na notícia a que pode ser mais consequente é o questionamento massivo dos critérios que presidem à Avaliação de Desempenho. Embora a resposta seja mais que óbvia por parte de quem dirige a ADD nas escolas. “Foi pedido esclarecimento superior, mas enquanto não chega a resposta seguimos com a ADD.”

Por isso e por ausência de resposta suspendi o meu pedido de aulas observadas.