FNE exige o FIM imediato deste modelo de avaliação injusto e burocrático

Esta exigência faz parte da resolução que o Secretariado Nacional da FNE aprovou hoje.

Finalmente, não nos sentimos satisfeitos com a afirmação de que se vai simplesmente reformar o modelo de avaliação de desempenho, quando o que os portugueses votaram nos programas dos partidos que sustentam o Governo era a substituição do modelo vigente por um outro que consiga ser sério, justo, credível e rigoroso. E registamos com preocupação o reforço das competências dos diretores a este nível, sem que exista um sistema de formação para o exercício destas funções, e sem que exista um sistema credível para a sua avaliação.

Nesta matéria torna-se urgente e necessário o fim do atual sistema de avaliação, que ao longo destes últimos anos apenas trouxe conflitos e mal estar às escolas, não tendo contribuído em nada para a melhoria das práticas e qualidade do exercício profissional dos docentes, bem pelo contrario, uma vez que os ocupou em demasia num conjunto de tarefas burocráticas que deviam ter sido evitadas. Assim, tendo em conta as posições e iniciativas, assumidas antes das últimas eleições legislativas pelos partidos que agora compõem o Governo, bem como os princípios enunciados no programa de Governo apresentado, julgamos fundamental o respeito pelas posições assumidas e consequentemente o FIM imediato deste modelo de avaliação injusto e burocrático, permitindo nesta reta final de ano lectivo que os docentes se concentrem no trabalho que estão a realizar, dando desde já início a um processo negocial que procure encontrar um modelo de avaliação de desempenho justo, transparente e credível que seja mobilizador das boas práticas.

Ainda bem que esta posição é clara e não deixa margem para dúvidas sobre o pensamento da FNE.

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O Programa do Governo no Parlamento

Pode ser visto aqui
Não estranhem! Abriu um janela de video onde está a passar o debate no parlamento.
Vou tentar embutir a janela neste post.
E terminou a maratona de hoje. Amanhã volatrei a embutir o link da emissão em directo da assembleia da república para acompanhar o debate que vai ocorrer durante todo o dia.
Principais novidades do dia:
Afirmação por PPC que não irá suspender este modelo de Avaliação por não existir tempo de efectuar uma alteração até ao início do próximo ano lectivo.
Contribuição em sede de IRS sobre o subsídio de Natal em 50% sobre o excedente do salário mínimo nacional, ou seja,  485 euros.
Se quanto a esta última medida não me oponho por se tratar de uma medida excepcional e já esperada por todos, não compreendo a justificação dada para dar continuidade a este modelo de avaliação que ainda tem muito para se fazer.
Perdeu aqui PPC a derradeira oportunidade de dar um sinal claro de querer uma mudança séria na avaliação dos professores.
 
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A Prova de Avaliação de Conhecimentos

Uma selecção inicial de professores que permita integrar no sistema os mais bem preparados e vocacionados designadamente através da realização de uma prova de avaliação de conhecimentos de acesso à profissão.

O programa de governo determina a existência de uma prova de avaliação de conhecimentos para acesso à profissão. Esta opinião sempre foi defendida por Nuno Crato e actualmente ela já está prevista na Lei, embora nunca tenha sido aplicada.

A questão que se coloca e estando o ensino superior na mesma pasta do ensino básico e secundário é saber em que momento deverá ser feita esta prova e quais os seus benefícios para a profissão docente.

Na sequência dos exames previstos para o 4º, 6º, 9º ,11º e 12º anos parece lógico que a referida prova tenha lugar antes do término de um curso superior que confira um grau académico com profissionalização para a docência. Estando actualmente os cursos para a docência com dois ciclos de estudos que conferem o grau de mestre, sendo que nos 3 primeiros anos apenas atribui a licenciatura e o 4º ano a profissionalização com a atribuição do grau de mestre, deveria ser antes da entrada para o 4º ano que a referida prova de avaliação de conhecimentos tivesse lugar.

Esta prova permitiria aferir os conhecimentos científicos dos futuros professores e avaliar as classificações das várias escolas superiores (públicas e privadas) que formam os professores.

Os conhecimentos pedagógicos externos à faculdade só deveriam ser avaliados em contexto de trabalho com os alunos e aquando da avaliação do docente no período probatório.