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Igualdades?

Dia 3 do XVIII Governo Constitucional

Pais de alunos com gripe A precisam de atestado médico para justificar faltas por causa dos filhos

É um “paradoxo”: os alunos com síndrome gripal afastados das escolas durante sete dias para evitar contágios foram dispensados de obter uma declaração médica, sendo as faltas justificadas pelos pais no boletim escolar; mas os pais continuam teoricamente a necessitar de atestado médico para poderem ficar em casa a acompanhar os filhos doentes. A crítica é do vice-presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, Rui Nogueira, que confessa não entender a solução adoptada para dar resposta à necessidade de colocar em quarentena alunos infectados nas escolas.

A justificação das faltas vai ser o factor potenciador da “maior confusão” num futuro próximo, quando os casos de gripe A nas escolas se começarem a multiplicar, antecipa Rui Nogueira. “Já devíamos estar a acertar estes canais, valia a pena simplificar estes processos”, defende o médico, para quem “não faz sentido” que, por um lado, as autoridades aconselhem as pessoas a ficar em casa e, ao mesmo tempo, as obriguem a ir a um centro de saúde obter uma declaração médica. “É um paradoxo. É um problema meramente administrativo, não é ainda um problema médico, mas vai sê-lo”, prevê.

E esta questão é importante porque vai ser sobretudo nas escolas que o sinal de alarme da epidemia vai soar, em primeiro lugar. Mas até agora ainda não se fez ouvir com intensidade: o máximo observado durante uma semana foram nove clusters de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1) em estabelecimentos de ensino, adianta Mário Carreira, da Direcção-Geral da Saúde e coordenador deste organismo para a monitorização dos serviços de urgência. “Ainda estamos no início da subida da curva epidémica”, explica o especialista. Os hospitais e centros de saúde não estão assoberbados de trabalho por causa da nova gripe. Pelo contrário. Os serviços só vão começar a sentir os efeitos da epidemia quando for ultrapassada a chamada “linha cinzenta” (30 casos por 100 mil pessoas) e apenas vão senti-los “a sério” quando se passar a barreira dos 90 casos por 100 mil habitantes, concretizou.

Vários casos de quarentena

Seja como for, já há alguns sinais de que a situação pode estar a complicar-se. Ontem, em pelo menos quatro escolas foram detectados vários casos de infecção, que obrigaram as autoridades de saúde a decidir ou a ponderar a colocação de turmas inteiras em quarentena.

Em Aveiro, três casos confirmados numa turma do 11.º ano da Escola Secundária Mário Sacramento levaram a delegação de saúde pública a manter os alunos nas suas casas até segunda-feira. Neste caso, as autoridades sanitárias concluíram que se justificava a suspensão das aulas porque 13 dos 28 alunos apresentavam sintomas de gripe, adiantou a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro.

Também na região Centro, um surto de gripe que atingiu 19 alunos (três casos confirmados) levou à suspensão das aulas numa turma do 6.º ano do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo até quinta-feira, segundo confirmou à agência Lusa o director, Fausto Luís. Na Escola Básica do 1.º Ciclo de Miranda do Corvo estava também confirmado um caso de infecção pelo vírus H1N1 no 4.º ano, mas na turma do aluno infectado as aulas decorriam normalmente.

Uma outra situação foi noticiada pela RTP: na Escola Básica de Carvide, concelho de Leiria, terá sido detectado “um número anormal de casos” de alunos com síndrome gripal mas o delegado de saúde achou que não se justificava a suspensão da turma inteira. Não havia ainda nenhum caso confirmado laboratorialmente, esclareceu mais tarde a ARS. Em Almada, na Escola Secundária António Gedeão, com três casos confirmados e vários a aguardar resultados das análises laboratoriais numa turma do 10.º ano, os pais aguardavam a decisão das autoridades de saúde, a comunicar numa reunião marcada para a noite.

Com o conhecimento de casos a que tem tido acesso exclusivamente pela comunicação social, Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais, acredita que tudo está a funcionar “com normalidade”. “O facto de não haver más notícias é bom sinal”, nota.

Anteontem, apesar do arranque das campanhas de vacinação em vários países, Portugal incluído, a comissária europeia da Saúde, Androulla Vassilou, disse acreditar que um terço da população europeia poderá ser infectada pelo novo vírus. De acordo com o último balanço, na Europa foram até agora registados 63 mil casos de infecção e 261 mortes.

Continuação H1N1

Açores

 

Ora bem, cá estou eu outra vez com mais notícias…
    Já recebi um telefonema em que me perguntaram: “estás bem? Como é ter essa gripe?”. Para já (e espero que por muito tempo mais) não tenho gripe, estou saudável. Mas obrigado pela preocupação.
    Como vos prometi aqui estão novidades…algumas noticias de jornal e o link do telejornal da tvi24. Aviso já que a senhora que fala como presidente do executivo não se chama Claudete Rodrigues. A nossa presidente chama-se Susete Câmara! Estou para perceber onde a jornalista foi desencantar este nome (deve ter sido devido ao sotaque).
    Quando vinha agora para casa ouvi na tsf que uma escola da amadora já tinha 4 casos confirmados. Apenas fiquei supreendido pelo facto de ter tanto destaque. Pelos vistos em Portugal continental as pessoas são mais importantes, pois, aqui já vai em 44 e quase que não se sabe de nada. Quanto a medidas…até`às 14.30h estava tudo igual, ou seja, “ide mas é trabalhar”! Todos os alunos continuam a ir à escola (não fecharam turmas).
    Divirtam-se a ver as novas informações.
 
    Um Abraço…Pedro Teixeira

Notícias da Gripe de quem a vive por dentro

h1n1

 

Como sabem a minha escola é muito à frente.
Em Junho disse-vos que estavamos à frente no acordo ortográfico, lembram-se?
Agora tenho uma nova…GRIPE A. Mais uma vez, e como o slogam da rtp “somos os primeiros”…
Pois é, já temos 40 casos confirmados e mais de 100 alunos a faltar. O mais caricato é que o delegado de saúde ainda nada fez. Em Agosto a ministra dizia que nestes casos as escolas iam fechar total ou parcialmente, mas este delegado de saúde deve pensar como o outro dos contemporâneos “vai mas é trabalhar”.
Deixo aqui uns links para provar a minha história.
 
http://ww1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=1505&e_id=&c_id=3&dif=tv&dataP=2009-09-23     (colocar o cursor aos
17:50 min);
 
http://ww1.rtp.pt/acores/?article=10570&visual=3&layout=10&tm=7     (colocar cursor aos 2min).
 
 
 
P.S. (que raio de abreviatura) _
 
Não se preocupem que estou bem. Mas não me convidem para jantar durante o Natal, sou um homem perigoso !!!