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Há Vikings na foz do Ave

 

Basebol. Num cenário idêntico ao de milhares de cidades norte-americanas, quem passa pela zona desportiva de Vila do Conde pode dar de caras com uma partida de basebol, com jogadores equipados a rigor, a decorrer paredes meias com um jogo de futebol da equipa local. O clube Villas Vikings ‘importou’ este invulgar desporto para o nosso país e tem-no promovido junto de dezenas de jovens da região

A equipa vila-condense tem um campo próprio onde joga semanalmente

Home runs, strikes ou pitchers são apenas alguns dos termos do léxico do basebol que se podem ouvir na Arena dos Villas Vikings, mesmo atrás do Estádio do Rio Ave, em Vila do Conde, naquela que é a casa do mais emblemático clube desta emergente modalidade no Norte do País.

Apaixonados pelos desportos norte-americanos, os responsáveis dos Vikings “importaram” o jogo para a cidade do foz do Ave em 2004, tendo neste período chamado a atenção de algumas dezenas de atletas – seniores e juvenis – que uma ou duas vezes por semana se trajam a rigor para praticar uma modalidade que, um pouco por todo o País, tem vindo a ganhar adeptos.

À frente da estrutura dos Villas Vikings está Hugo Almeida, o principal impulsionador do projecto, que tenta gerir com profissionalismo o clube amador e sem grandes fontes de receita. A Câmara Municipal vila–condense é, por isso, o parceiro principal nesta aventura dos Vikings, tendo providenciado um terreno, e a requalificação do mesmo, para instalar o campo de jogo – Arena – e comparticipando nas despesas de deslocação da equipa.

“Não é fácil promover este desporto, que em Portugal tem pouco mediatismo. Ainda assim, localmente, já somos bastante conhecidos e temos conseguido cativar alguns jovens para o basebol”, explicou Hugo Almeida ao DN sport, sublinhando as acções de divulgação que têm sido desenvolvidas pelo clube: “Fazemos exibições na escolas e em colónias de férias que têm tido grande sucesso entre os mais jovens. Depois de experimentarem, adoram a envolvência que o jogo proporciona.”

Uma das “batalhas” que o responsável pelos Villas Vikings trava é o desmistificar de que o basebol é um desporto apenas praticado no continente americano, e, por isso, sem margem de progressão para os atletas. “É uma modalidade olímpica, que para tal tem de ser praticada, de forma organizada, em três continentes e 75 países. Noutros países da Europa, por exemplo, em Espanha, já se pratica basebol com um nível competitivo bastante elevado. Em Portugal estão já criadas boas bases para se desenvolver”, esclareceu Hugo Almeida.

Como forma de encorajar os praticantes a manterem-se activos na modalidade e a evoluírem as suas capacidades, a Internet e os canais televisivos norte-americanos têm ajudado na promoção deste desporto, existindo também alguns torneios e ligas disputados com a equipas portuguesa e da região espanhola da Galiza, que ajudam os Vikings a melhorar as suas performances.

O próximo sonho do clube é melhorar as características da Arena, “conquistada” ao mato que crescia no terreno cedido pela autarquia, dotando o espaço com um terreno relvado, em vez da actual gravilha, e de instalações de apoio.

A propósito do Carolina Michaelis

A notícia do dia de ontem sobre o acontecimento na Escola Secundária Carolina Michaelis, fez-me recuar uns anos no tempo, enquanto era jovem e do pouco tempo que passei nessa escola.

O meu 12º ano foi feito no Carolina Michaelis (1987-88), não foi fácil nessa época, depois de 2 anos no Rodrigues de Freitas, fazer uma passagem para a escola em frente. Isto porque a Secundária Carolina Michaelis foi uma escola feminina até 1979, enquanto que o Rodrigues de Freitas era frequentada pelo “machões” da cidade.

Meia dúzia de anos após o fim do domínio feminino desse liceu, imaginam como foi a dificuldade em lidar com o sexo oposto. Parece que ainda hoje o elemento feminino domina por essas bandas.

Outro lembrança que me ocorreu foi a consciencialização da minha personalidade da época. Quero referir que usava na época uns trajes um tanto ou quanto estranhos, era detentor de um moicano, e frequentava os locais mais hardcore da altura.

Bandas como os “cagalhões”, “cães, a morte e o desejo” e os “badalhocos” eram fonte de inspiração diária do intenso ritmo punk dessa época no Porto.

Esta geração “estranha” como muitos a viram era possuidora de valores e ideais próprios e dificilmente se encontrava perante actos de vandalismo desta estranheza.

Não quero fazer uma distinção de gerações diminuindo a geranção actual, porque todas elas são marcantes da mentalidade de toda uma sociedade. Se a geração actual está mal preparada isto deve-se ao facto de os adultos a prepararem mal. Políticas de facilitismo na educação em contraponto com a imensa dificuldade da vida real levará a uma nova geração perdida e que dificilmente se voltará a encontrar.

O meu bilhete chegou

Chegou hoje o meu bilhete para o concerto de Nick Cave no dia 22 de Abril no Coliseu dos Recreios do Porto.

O 14º Album de Nick Cave chama-se Dig, Lazarus, Dig

Pela 6ª vez assisto a um concerto de Nick Cave. Mau sinal, estou a ficar tão careca quanto ele. Não faltei a nenhum na Zona Norte de Portugal, dispensando-me de assistir a qualquer concerto dele na zona sul.  Na minha adolescência, andava eu na Escola Secundária Rodrigues de Freitas, conheci Birthday Party pela primeira vez, penso que no ano de 1984 ou 1985.

Se os Bad Seeds já estavam formados não posso garantir.

Desde esse dia Nick Cave é o meu músico de eleição.

1º Concerto 17/12/88 – Porto, Teatro Rivoli

2º Concerto 04/09/92 – Porto, Portugal, Coliseu

3º Concerto 11/06/94 – Porto, Coliseu

4º Concerto 01/07/98 – Porto, Imperial Festival, Campo De treinos Do Estadio Das Antas

5º Concerto 18/07/05 – Festival Paredes de Coura

Bilhete Nick Cave

42 câmaras baixam IRS a munícipes

Os autarcas que optaram por esta medida, a maioria dos quais à frente de municípios localizados no Interior e no Norte do País, acreditam que o facto de cobrarem menos IRS será uma mais-valia na tentativa de fixar mais população no concelho. Segundo os dados revelados ontem pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, as câmaras que vão prescindir dos cinco por cento de IRS gerado no concelho são nove: Alcoutim, Castro Marim, Crato, Gavião, Manteigas, Oleiros, Ponte de Lima, Ponte de Sor e Terras de Bouro.

Começar este blog no próprio dia que recebo esta bela notícia, é um muito bom sinal.

Aproveito para me apresentar dizendo que “oficialmente” sou contribuinte de Ponte de Lima, não que seja de lá, nem que morra de amores por lá, mas que por destino fui “obrigado” a ser contribuinte de lá.

Essa história fica para mais tarde.

Fica apenas uma imagem da minha entrada

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