Avaliação de Desempenho – SUSPENSÃO


Hoje deram entrada no parlamento dois Projectos de Lei para a suspensão da avaliação de desempenho docente.

Aguarda-se o agendamento dos referidos Projectos de Lei para discussão na Assembleia da República.

Projecto de Lei do PCP

Projecto de Lei do Bloco de Esquerda

Nenhum deles muito diferente do que considerei, em 9 de Junho, que era preciso fazer quanto à Avaliação de Desempenho.

Para continuar a lembrar.

httpv://www.youtube.com/watch?v=Gg0-XMtGuf4

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6 thoughts on “Avaliação de Desempenho – SUSPENSÃO”

  1. Não sei porquê mas tenho o feeling que ainda antes da votação o governo e o novo ME irão tomar uma posição pública sobre esta matéria justificando a não suspensão (provavelmente a abstenção será a indicação de voto) pelo facto de o ano lectivo estar praticamente terminado, levantando um pouco o véu sobre o próximo modelo e declarando nulos os efeitos desta ADD (embora não suspendendo) que na prática se resume aos concursos para contratação.

    Ou seja, não é recuo nem fuga para a frente, mas sim um chegar para o lado… não se suspende a coisa não chateando aqueles que pretendem encaixilhar o diploma de EXCELENTE para pôr junto à lareira e mostrar às visitas, anulam-se os efeitos imediatos e voltam-se as atenções para o que há-de vir… como a prioridade e o interesse não é muito e provavelmente o congelamento se vai manter por um bom par de anos, com jeitinho o assunto só será retomado lá para Janeiro… porque não suspendendo a avaliação reporta até 31 de Dezembro

  2. Se anulassem os efeitos da avaliação no concurso que decorre. É insustentável, com mais tempo de serviço descer 400 lugares por causa de uma avaliação injusta. É triste!

  3. Caro João Nogueira,
    Há anos atrás havia os Não Alinhados, a Terceira Via, … Nessa perspectiva só existiam duas soluções: ou fuga para a frente ou recuo.
    O amigo, desculpe a intimidade da expressão, acaba de inventar uma nova solução política para fugir sem beliscadela: “chegar para o lado”. Encontro dificuldade de a enquadrar na militância poitica da actualidade. No entanto é nossa obrigação enquadrá-la numa qualquer corrente política actual. Sugiro que a enquadramos no ultraliberalismo. Mas a discussão está aberta! Mais sugestões.
    Temo que “chegar para o lado” possa não ser suficiente para todo o desastre económico para que caminhamos. Haja esperança!

    1. @ M Simões

      Sinceramente pouco me importam os rótulos do “politiquês” (talvez o único “ês” mais irritante que o “eduquês”), até porque quer entre amigos ou na sala de professores sou igualmente apelidado de comuna ou de facho, dependendo do que falo e, principalmente com quem falo – serei esquizofrénico ou somente louco? Não sei e nem estou muito preocupado…

      De qualquer forma a política de “chegar para o lado” não é invenção minha… é tipicamente portuguesa e há muitos anos que sofremos as consequências de termos governos que não governam, simplesmente porque têm medo das consequências das suas decisões, designadamente quando afrontam corporações e poderes instalados… por acaso reparou como ainda esta semana se “chegou para o lado” a redução do número de municípios apesar de estar inequivocamente expresso no famoso memorando de entendimento? Lembra-se de como António Guterres passou a vida a “chegar para o lado” as decisões fundamentais após diálogo, mais diálogo e ainda mais diálogo?…

      Aquilo que escrevi ontem não é o que, na minha modesta opinião, deveria ser feito a este propósito – defendo mais a ruptura total e a tábua rasa, porque sempre defendi que FAZER MAL FEITO É PIOR QUE NÃO FAZER… sinto que urge um sistema de avaliação dos docentes, um sistema digno, o mais justo e universal possível e principalmente com consequências, pois urge separar o trigo do joio nas escolas (assim em como todos os sectores profissionais, mas só quero falar daquilo que conheço e me dia mais directamente respeito) e gostaria (embora não tenha grande esperança) que desta vez se dessem alguns passos nessa direcção (o Nuno Crato que conheci era homem para o fazer, agora que é ministro já não digo nada) – aquilo que escrevi é o que penso que irá acontecer, um compromisso entre a suspensão (que levanta muitas ondas na opinião pública e comentadores de circunstância, que na sua maioria não percebe nada de ensino, mas enfim) e a anulação efectiva das consequências mais perversas e nefastas do tal modelo kafkiano (para citar o novo PM que às tantas nunca leu Franz Kafka, ou então já se “metamorfoseou” com a chegada ao poder)… o tal “chegar para o lado” sem fazer muitas ondas.

      NOTA: Não precisas de pedir desculpa pela intimidade de tratamento – todas as pessoas são minhas amigas até prova em contrário (às vezes lixo-me com a confiança, mas olha, hei-de aprender com a idade)…

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