Onde reduzir a despesa do Estado com a Educação


Depois de ponderar algumas das medidas que escrevi neste post e de refletir sobre algumas delas acho que elas não refletem aquilo que realmente é necessário fazer para reduzir a despesa na área da educação.

Admito alguns excessos de pensamento mais liberal nas ideias que apresentei mas o que aí vem parece-me que vai ser bem pior do que aquilo que escrevi.

6 comentários a “Onde reduzir a despesa do Estado com a Educação”

  1. Eliminação da redução da componente lectiva ao abrigo do artigo 79º ?!
    Acredito que os psiquiatras passarão a ter os consultórios repletos de professores.

  2. Adoro quando surgem estas medidas de poupança numa classe cuja reconversão de desempregados (pois então que 3/4 destas medidas conduzem ao aumento de desemprego nem mais) é diminuta ou quase insignificante em certas áreas.
    Adoro pois temos uma taxa de desemprego nos 12% e que vai aumentar e fica tudo contente. Desde que caia na continha bancária o vencimento de todos os meses, para os afectos ao recebimento de vencimento a prazo indeterminado(até acabar o dinheiro that is). Não existe teacher-drain do sistema público para o privado nem tampouco reconversão que permita poupar de um lado e esperar que o outro se “acomode”.

    São tudo medidas de gestão made-in-ISCTE. Os famosos gestores que “tão bem ” têm feito ao nosso País e que só tomam medidas sociais , para proteger os estadistas sociais que lá têm a cadeirinha e o lugar reservado.

    E que tal eliminar os dois escalºões mais elevados da carreira remuneratória e descer tudo na escada 2 níveis de remuneração? Cobria estas poupanças e mais uns trocos. É só fazer as contas

  3. Em minha opinião devia rever a medida 3 . Os mega agrupamentos não são só um problema de gestão pedagógica, são um problema de gestão e de autonomia de proximidade. É diferente ter uma direcção dentro da própria escola do que a muitos Km de distância. Depois o tamanho conta e deve ser objecto de alguma reflexão … A visão do Conselho Pedagógico que transmite não tem encaixe na realidade pois actualmente este conselho é iminentemente consultivo, pelo que vê-lo como símbolo de autonomia e de individualização da escola num contexto de Mega agrupamento não fará muito sentido.

    Igualmente a carreira de gestor profissional terá vantagens e desvantagens que importa pensar antes de uma decisão.Importa igualmente analisar a forrma como a realidade existente (não esquecer que muitos dos directores actuais podem ser considerados de carreira) nos indica e antecipa situações futuras.

    A sua hipótese de terminar com a área de Projecto e o estudo acompanhado em prol de um aumento das actividades extracurriculares (não o diz explicitamente mas na realidade é isso que se propõe) parece-me só servir aos professores de expressões e pouco mais. Logo parece-me uma visão redutora das questões que o fim do EA e da AP colocam às escolas.

    1. Acho que o Conselho Pedagógico deve voltar a ter mais poder dentro da organização de uma escola e no quadro de uma maior autonomia deve ser este o órgão que devae ter as suas competências acrescidas.

  4. Falta a eliminação do par pedagógico em EVT. Não se compreende que Portugal seja o único país do mundo com isso. Reestrutura-se o programa de EVT e um só professor chega e sobra. Haveria disciplinas que também precisavam (a ser assim, por maioria de razões e sendo estas muito mais válidas…) de par pedagógico… A EVT não, fazendo o programa adequado para tal. Poupava-se muito dinheiro, que poderia ser aproveitado naquilo que realmente interessa e não em disciplinas de verbo de encher…

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