O Espanhol


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De tempos em tempos aparecem comentários neste post que vem demonstrar a desunião entre os profissionalizados e os agora “ex-profissionalizados” no grupo de Espanhol. A anulação dos efeitos transitórios para a leccionação do Espanhol era esperada a qualquer momento. Mantenho a opinião que tinha na altura da publicação da portaria 141/2011, o preâmbulo da portaria mente quando refere que deixou de existir insuficiência de docentes qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento de Espanhol. Assim, acho que seria de bom senso que existisse um pré-anúncio da suspensão da portaria 303/2009 para vigorar a partir do ano 2013, altura em que voltaria a existir concurso para ingresso na carreira. Desta forma permitia-se as reconduções que vão acabar por ser necessárias (através do recurso à contratação) até ao próximo concurso de ingresso e daria o tempo suficiente para quem quissesse tratar da sua vidinha obtendo a profissionalização que o pudesse fazer com tempo.

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11 comentários a “O Espanhol”

  1. Desculpa Arlindovsky, mas quem andava atento já “tratou da vidinha”!! Houve muita gente que, ainda que lhes tivesse sido dada a possibilidade de leccionar com DELE, optou por fazer o mestrado / profissionalização em Espanhol, porque esses sabiam que a medida era transitória e que o “tacho” um dia acabava! – esses eu falicito!
    Os que se armaram em inteligentes porque, note-se, com um DELE já são – de longe – mais competentes do que quem andou na faculdade 5 anos a amargar em espanhol (é que é isso mesmo que a maioria dos colegas diz, que o facto de já terem “5000000” anos de serviço de outras línguas, faz deles umas sumidades em Esapanhol)!
    Como já entendeste, sou licenciada em Espanhol e acho isto tudo absurdo! Os que agora saem, nunca deveriam ter entrado! pena os que entraram para os quadros não serem obrigados a sair também!
    Concordo, em parte, quando dizes que é falsa a parte de “deixou de existir insuficiência de docentes qualificados profissionalmente para o grupo de recrutamento de Espanhol” – mas o conhecimento que tenho é que estão a sair agora das universidades imensos licenciados em Espanhol, o os lugares disponíveis são deles e meu e de colegas como nós, por direito!!
    É que se algum dia eu deixar de ter horário na escola onde estou efectiva, não me vão dizer para ir ali à Alliance Française buscar um diploma e vir a correr ensinar Francês… e olha que eu tive 7 anos de Francês!! Alguns dos que agora ensinam espanhol tiveram um ou dois meses para se prepararem para o exame!! Parece-me esclarecedor!!
    Desculpa tanta ironia, mas, de facto, é um assunto que mexe muito comigo… porque, infelizmente, mexeu muito com a minha vida!!

    1. Concordo com a Magui: acho tudo isto um absurdo. E já que falamos de espanhol, poderá dizer-se que é mesmo “una putada!”
      Acho porém alguma graça quando diz que os lugares são dos licenciados “por direito”. Permita-me lembrá-la que os “imensos licenciados” que estão agora a sair das universidades nunca teriam “lugar” se não fossem os professores que leccionaram com o DELE estes anos: os alunos ter-se-iam todos matriculado noutras línguas, por falta de professores de…espanhol.
      Por outro lado, é também engraçado que repute a última portaria de “paladina da justiça”, quando confessa acreditar que assenta numa mentira: a suficiencia de professores de espanhol. Já alguém pensou no que acontecerá se for mesmo verdade que ainda não há suficientes professores de espanhol? O que acontecerá aos alunos que estão “a meio” do seu trajecto de Espanhol? Ou os alunos são o que menos interessa, tanto aos competentes professores licenciados, como aos “jilipollas” que conduzem, melhor, conduziam, os destinos da Educação em portugal?
      Terceira nota burlesca: o Ministério da Educação de Espanha, através do I. Cervantes, afirma que quem tem o DELE C2 possui o mais elevado domínio que um estrangeiro pode ter da língua espanhola; os professores espanhóis das universidades portuguesas, acompanhados dos seus habilitadíssimos licenciados, perdão, mestrados, fazem gala de continuamente pôr isso em causa. “!Que putada!”

      1. Sempre fui fã da ironia! adoro utilizá-la e aprecio largamente uma pessoa que a saiba utilizar!! Mas vamos ao que interessa…
        se realmente leu bem o meu comentário, compreendeu certamente que acho justissima a nova portaria, entre outros motivos, porque estão a sair imensos licenciados das faculdades! e SIM! os horários são deles por direito! só depois de iniciar o novo ano se saberá se continuamos com falta de profs de Espanhol, porque neste momento pode haver insuficiência e deixar de haver no início do ano! Creio que compreende isso!
        Continuando… não espere que eu, ou os meus colegas licenciados em Espanhol, lhe agradeçamos por ter “assegurado” que os alunos tivessem Espanhol… porque não o fez pelos alunos ou para que os licenciados tivessem depois horários! Fê-lo POR SI! E fez muito bem!!! porque não se vive de ar e vento.
        Quando fala dos professores das universidades e dos seus “mestrados”, pense que nem a toda a gente cabe a carapuça, pois, por exemplo, eu, tirei o curso antes de Bolonha (5 anos!)…
        Última e, tal como disse, BURLESCA: para alguém com um tão afamado, díficil de obter e competentissimo Dele – que o Ministério da Educação de Espanha, através do I. Cervantes, afirma que quem tem o DELE C2 possui o mais elevado domínio que um estrangeiro pode ter da língua espanhola – muito me custa acreditar que tenha escrito “jilipollas” e não “gilipollas” como de facto deveria! é com essa competência que ensina os alunos com quem se preocupa tanto?? mas perdão pelo meu atrevimento… uma reles LICENCIADA em Espanhol a corrigir um ilustre portador do Dele!!!

      2. Olá, Magui, agrada-me conversar consigo e, o anfitrião permitindo, ainda acrescento umas ideias, mais não seja para poupar a consulta no psicólogo, que sempre desopilo aqui o fígado. Por facilidade de ordenação de ideias, estruturo em pontos:
        1 – Confesso, sem dificuldade, que, embora com um certo travo amargo, o “gilipollas” até me fez sorrir, pelo “inclemência” que a Magui demonstrou. Foi-me bem empregue.

        Mas vamos ao que interessa:
        2 – Confesso também, ainda sem dificuldade, a probabilidade de perfilhar as suas convicções, encontrando-me na sua posição. Por essa razão me permito pedir-lhe que levante a cabeça e raciocine comigo: em 2009, ninguém pediu nada a ninguém; embora mais longe de casa, eu tinha horário completo nos meus grupos de recrutamento. O Ministério, esse sim, pediu “em desespero” que professores de outros grupos fossem dar espanhol; e, para poder ter candidatos teve de mostrar uma “cenoura luzidia” – a profissionalização – , caso contrário muito poucos iriam e a disciplina, então sim, continuaria como até então, com “qualquer um” a poder leccioná-la, como bem sabemos todos ser o que acontecia. Em boa verdade, podemos não vos ter feito um favor a vós, professores de espanhol, mas fizemos, sem dúvida, um favor ao “sistema” que, sem nós, não teria funcionado, no que a espanhol se refere. Deste ponto de vista, esta portaria de 2011 é, efectivamente, uma canalhice do Ministério. Tão mais canalhice sabendo que neste concurso não vamos poder concorrer aos horários completos dos nossos grupos que serão – e bem – renovados. Como bem diz o autor do blogue, estando de boa fé, os “gilipollas” (veja a rapidez com que aprendo) do Ministério fariam as coisas de maneira séria. Havendo coragem, o que devia ter acontecido era todos nós termos rescindido os contratos a 6 de Abril, para provar quão suficiente é o nº de professores de espanhol.
        3 – E se de facto não houver professores? Eu, obviamente, corro pelos meus intreresses, mas costumo, de vez em quando, só muito de vez em quando, levantar a cabeça e tentar perceber o que ando a fazer. Espera-se que continuemos nós a leccionar espanhol, mas com metade do vencimento, por falta de habilitação. Acredita, deveras, que é esta a melhor maneira de repor a justiça? Ou voltamos ao tempo do “qualquer um”, que sempre sai mais barato.
        4 – Volto atrás para falar, também eu, da minha teoria das “portarias encomendadas”. Alexandre Ventura, o Sec. de Est., é da Universidade de Aveiro, que foi origem das mais acérrimas contestações à Port. de 2009. Já que estava de saída e estava, asneira mais, asneira menos, aproveita e faz a vontade e “o jeito” aos colegas lá da terra, que sempre terão mais umas inscrições nos mestrados de espanhol. Sim, já sei que não é muito bonito da minha parte levantar assim suspeitas, mas isto é como quem abre a alma. E assim como assim, considerando o respeito que o senhor demonstrou por nós…
        Acabo, não sem antes ceder à minha pobre condição humana e lhe pedir, Magui, que me conceda a sua subida opinião sobre uma dúvida que me atormenta:
        no excerto do seu comentário – ” pois, por exemplo, eu, tirei o curso antes de Bolonha (5 anos!)… ” – não entende que esta última vírgula (eu, tirei) é um erro básico, cuja gravidade pode ser classificada na razão inversa dos conhecimentos da sintaxe portuguesa por parte da sua autora e que pouco se cuaduna com o estatuto de professor de uma língua. Bom , em português, não se separa o sujeito do predicado com uma vírgula; suponho que em espanhol também não seja aconselhável, mas não passa disso mesmo, suposições… sobre as minhas competências em espanhol já estamos conversados.
        Obrigado por ler até aqui e, sem ironias, continuação de uma boa semana.

  2. Apesar de tudo compreendo as duas posições.
    E sei que a suspensão da portaria estava prevista para qualquer momento, mas deveria ter sido pré-anunciada em 2009 o tempo que iria vigorar. E claro que seria mais lógico que ela só tivesse existido após esse concurso de ingresso na carreira, para as necessidades transitórias.
    Pela lista de colocação de 2009 até poderia dizer-te para quem foi feita essa encomenda. Se calhar o vosso grupo até deve saber. 😆

    1. :-)… é evidente que sabemos que foi feito para alguém específico, mas eu, pessoalmente, desconheço a pessoa ou pessoas em causa! E sabes que, apesar de não estar especificado na portaria de 2009, pelo menos no Público podia ler-se, na altura, a referência constante a “medidas transitórias com afeito até 2011”! foi escrito mais do que uma vez, tendo em conta as palavras do malfadado Valter Lemos e da então Ministra da Educação!
      Volto a dizer que naõ tenho nada contra os colegas em causa, mas, para mim, é uma questão de justiça!

      Já agora, não me queres dizer para quem foi o “tacho”? :-)… curiosidade femimina… :-)! Tens o meu e-mail…

  3. Sei que não tem muito a ver com o assunto, mas penso que alguém aqui me pode esclarecer uma dúvida em relação ao tempo de serviço. Leccionei Espanhol ao abrigo da portaria, mas entretanto terminei o mestrado (Abril 2011) e gostaria de saber se o tempo de serviço que tenho coloco antes ou depois da profissionalização. Uma vez que com a portaria fui considerada “profissionalizada” nos anos anteriores? O sistema não aceita o tempo depois, não sei se tem a ver com a data da conclusão do mestrado.
    obrigada

  4. Creo que no era necesario utilizar ese léxico señores profesores .

    Me entristece observar como algunas personas piensan que el español se resume a soltar cuatro tacos malsonantes .

    La literatura y la cultura española pienso que deberían merecer un mayor respeto.
    Gracias
    Posdata:Soy profesora de español hace seis años, mi nacionalidad es española.Tengo cartera profesional.

  5. Compreendo a sua ânsia de encontrar um ponto, ainda que irrelevante, para me pagar com a mesma moeda e mostrar as excelentes qualidades de profissional do ensino, no entanto, não se entusiasme… não cometo erros básicos! E se está à espera da explicação, eu dou:
    – Ao redigir o texto, inicialmente escrevi “… pois, por exemplo, eu, que me formei há alguns anos, tirei o curso antes de Bolonha…” e no escreve e apaga próprios deste tipo de comentários, acabou por me escapar esse “eu” que, como presumo que saiba, é perfeitamente desnecessário nessa frase. Mas, como já disse, compreendo e até aceito a sua angústia e não espere que eu esmiúce o seu texto até à exaustão à procura de uma lacuna para lhe atirar (mas esteja certo de que quem procura, encontra!), pois considero que o problema de que aqui se trata é bem mais importante e sério do que isso.
    1 – Já aqui escrevi, e reafirmo, que nada tenho contra os colegas com o Dele. Assumo que sou suficientemente inteligente para saber que a questão não passa por aí, esse foi o ponto mais fácil de pegar – se considerarmos que houve colegas de outras variantes que, com um semestre de Espanhol Língua Viva, efectivaram!
    2 – “O Ministério, esse sim, pediu “em desespero” que professores de outros grupos fossem dar espanhol” – desculpe mas não posso concordar! É verdade que havia falta de professores de Espanhol, no entanto, os colegas que concorreram para leccionar essa língua só o fizeram porque não tinham colocação no seu grupo de recrutamento, porque tinham horário zero ou, simplesmente, porque viram ali uma boa oportunidade de ficar perto de casa. E fizeram muito bem! Só não aceito que se diga que foi “por amor à camisola!” E não foi, seguramente, para fazer um favor ao Ministério! Por favor, não tente convencer-me do contrário!!!
    3 – Efectivamente, garanto-lhe, há muita gente que vai preferir leccionar sem profissionalização e com metade do vencimento – que não é metade, está obviamente a exagerar – porque ou é isso ou é o desemprego! E, como já aqui escrevi, não se vive de ar e vento! Mais vale pouco que nenhum!
    Tal como escreveu, também eu “corro pelos meus interesses” e, reafirmo, sinto que foi uma injustiça muito grande eu ter efectivado no Algarve (sendo natural de algures na fronteira com a Galiza) só porque fui ultrapassada por imensos colegas de outros grupos que usufruíram da tal “profissionalização oferecida”. Penso que tenho direito à indignação – que como já referi, nada tem a ver com os colegas, mas com o sistema! Poderiam ter concorrido numa prioridade diferente da nossa. Não lhe parece mais justo? Não me oponho nada a que leccionem Espanhol, só não concordo que o façam em pé de igualdade connosco.
    Como facilmente compreenderá, esta nova portaria não me faz diferença nenhuma! O meu problema foi em 2009 e estou para ver quando se vai resolver!
    Desejo-lhe uma boa semana.

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