Estará senil?


Bem que eu desconfiei das suas palavras na semana passada em que Mário Soares vinha defender as eleições antecipadas.

No final do seu artigo de opinião, Mário Soares deixou um aviso ao actual Presidente da República afirmando que se Cavaco Silva não “dissolver o Parlamento” quem vai sofrer as consequências são o Governo e o PSD que ficarão a “fritar em lume brando“.

Após uma semana, no seu artigo de opinião no Diário de Notícias, Mário Soares diz:

No meu modesto entender, só uma pessoa, neste momento, tem possibilidade de intervir, ser ouvido e impedir a catástrofe anunciada: o Senhor Presidente da República. Tem ainda um ou dois dias para intervir. Conhece bem a realidade nacional e europeia e, ainda por cima, é economista. Por isso, não pode – nem deve – sacudir a água do capote e deixar correr. Como se não pudesse intervir no Parlamento – enviando uma mensagem ou chamando os partidos a Belém – quando estão em jogo, talvez como nunca, “os superiores interesses nacionais”. Tanto mais que, durante a campanha eleitoral para a Presidência, prometeu exercer uma magistratura de influência activa. Não pode assim permitir, sem que se oiça a sua voz, que os partidos reclamem insensatamente eleições, que paralisarão, nos próximos dois meses cruciais, a vida nacional, em perigo iminente de bancarrota.

Terá sido o Tsunami?