A única Avaliação que faz sentido


… passa por medir a evolução média do conhecimento dos alunos tendo como ponto de partida o início do ano escolar e como ponto de chegada o término do mesmo.

Tudo o resto é folclore.

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11 comentários a “A única Avaliação que faz sentido”

  1. … mas mesmo essa é (quase) impraticável na medida em que escapa ao controle total do docente e, portanto, não lhe poderá ser imputada directa responsabilidade e correspondente associação a um nível concreto de desempenho.

    Perspectiva que, contudo, ainda vou aceitando como possível, mas não se poderá esgotar em si mesma.

    1. Uma média geralmente não engana e os resultados dos alunos são o único factor que pode ser universalmente medido.
      Falo em percentagens de evolução e não em resultados. Pode ser melhor professor o que tira um aluno de um resultado mediocre para um mau resultado do que aquele que faz um bom aluno de um excelente aluno.
      Acrescenta-lhe folclore e tens um modelo idêntico ao de agora.

      1. ’tá bem… mas não é bem isso que afirmo. Quando nos conhecemos, então estávamos numa escola onde os professores são (quase) todos maus. Porquê? Porque na sua maioria eram incapazes de inverter a tendência cultural da zona.

        E sabes bem que avaliar a evolução não é assim tão fácil e linear. Conheço alguns “Muito Bom” e “Excelente” que nem fazem ideia de como isso se faz…

        Poucos são os instrumentos fiáveis, e descarto as provas nacionais, por razões conhecidas. Tanto é que a primeira tese nacional séria acerca deste assunto está a ser construída, as we speak. Nunca foi feito e dificilmente se repetirá da mesma forma tão precisa e aferida como esta, por falta de pachorra, a não ser os “fotocópias” que se lhe seguirão.

      2. Meu caro:

        vamos os dois ao restaurante e pedimos dois bifes. eu como os dois bifes e o meu caro não come nenhum. repare que na média cada um de nós comeu um bife mas a verdade é que o meu caro éstá com a barriga a dar horas…

        exemplo simples de como a média pode ser considerada muito perigosa !

      1. Olha que não. Um explicador poderá guiar o aluno, e isso é louvável, mas não se substituirá ao professor se este souber discernir entre conhecimento próprio ( e consolidado) e conhecimento “impingido”. Somente o primeiro perdura e permite a aplicação a novas situações problemáticas, para além de contribuir para a interligação de conhecimentos de diversas áreas.

        Um dos grandes males dos dias de hoje é a excessiva compartimentação do ensino, que curiosamente é o contrário do que se apregoa, em termos de política educativa. Mas também não é fácil exigir de um docente que este saiba complementar todas as áreas do saber. Seria necessário um trabalho mais exaustivo, ao nível do exemplo do projecto fénix, mas com propósitos sérios e não populistas e papelistas, num verdadeiro trabalho de equipa. É possível, mas penoso e trabalhoso.

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