Posição de Paulo Portas sobre EVT


Paulo Portas acabou de publicar no seu Mural a seguinte posição sobre a disciplina de EVT.

A educação para a sensibilidade e para a inovação não são menores (o que o governo esquece ao “descartar” os professores de EVT)

Visito a Secundária Rodrigues Lobo em Leiria, que está renovada com qualidade. À saída digo aos jornalistas que o CDS pediu a Apreciação Parlamentar do Decreto 18/2011, relativo à organização e gestão curricular do básico.

Está em causa, essencialmente, a questão da educação visual e tecnológica. Talvez até por razões de formação pessoal – sou filho de arquitecto, gostaria de ter sido arquitecto e por isso tenho uma atenção focada nas artes – não consigo compreender a desvalorização da educação visual e tecnológica, num governo que presume ser culto e inovador. O programa da disciplina EVT (o eduquês é uma sucessão de siglas…) tem dois pilares – o visual e o tecnológico. E um par de diferenças, como é óbvio. Por isso, a tentativa de fazer com um professor o que se deve fazer com dois é uma concessão à cegueira financeira com manifesto sacrifício do projecto educativo, da diversidade formativa e, claro, da qualidade do ensino.

Nem a educação para a sensibilidade é um tema menor, nem a educação para a inovação é um tema secundário. São ate determinantes numa escola com espírito contemporâneo e que se preocupe com a empregabilidade dos jovens. A forma como o governo quer fazer as coisas, para além de tratar milhares de docentes como descartáveis, atirando-os para o desemprego, empobrece os alunos. Estas matérias não são detalhes corporativos; têm a ver com os conteúdos e os modelos de escola…

Em Audio.

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