O Dia 8 vai começar assim


Até pode vir a ser uma despedida, mas se for é uma despedida por uma causa que representa muito para mim.

Se o meu primeiro dia de aulas aconteceu no dia 1 de Setembro de 1993, precisamente no dia em se tornou oficial a disciplina de EVT na totalidade do 2º ciclo, seria irónico que no mesmo mês de uma possível pausa lectiva pudesse desaparecer o par-pedagógico.

A vida tem destas coisas.

5 comentários a “O Dia 8 vai começar assim”

  1. Se todos os problemas do ensino fossem o par pedagógico dar lugar a um professor, estaríamos todos nós menos mal. Infelizmente há problemas sérios que vieram para ficar. Perdemos o essencial: o direito a uma remuneração digna do estatuto que deveríamos ter e o direito a uma aposentação em tempo devido. Isto talvez diga pouco aos mais jovens, mas estas foram as verdadeiras conquistas de Abril.

  2. “o direito a uma remuneração digna do estatuto que deveríamos ter e o direito a uma aposentação em tempo devido”
    Concordo mas,

    E o direito ao trabalho?
    A displicência com que varre a questão de EVT choca-me. Se os quadros de EVT não vão ser despedidos, isso é certo, já os contratados vão.
    Mas se fossem só os de EVT, não era? Mas não são. Há um mundo, caro Abel, que lhe tem passado ao lado, de gente na casa dos 30 e até 40 a viver na precariedade com 1000 euros ou menos por mês. É que não ganhamos todos o mesmo.
    Já agora, deixe-me dizer-lhe tb que dos 50 para baixo, não há ninguém que conte com a reforma. Pelo menos nos mesmos termos em que o Abel conta.
    Se uns fazem as contas a 300 ou 700 euros a menos, hoje, Fevereiro de 2011, entretidos a fazser contas à vida, ( a penalização, a penalização!)outros sabem que essa será provavelmente o montante a que terão direito nas suas reformas. Como Medina Carreira e outro senhor disseram há umas semanas, a reforma será, em 15 anos, uma coisa simbólica.
    Olhemos para a frente. E a frente, Abel, não será a si que vai fazer frente.
    A frente, será para outros.
    Para os seus filhos, se calhar, para os seus netos.
    Portanto, ajude-os. Se calhar terá que fazer sacrifícios por eles.

  3. Pois jake até poder verdade mas porque ´é que a sua gerção não vai para a rua prostetar? Eu digo-lhe porque é é mansa? Porque aceita qualquer coisa porque nunca teve de lutra por nada de significativo a não ser por um telemóvel ou computador.
    Os dos anos 60 e 70 podem ter sido utópicos e naífes mas ao menos lutaram por algo foram para a rua agora hoje nem por eles próprios sabem lutra é uma geração amorfa sensaborona obesa ou anoréxica mas tecnóliga . Hoje sas utopias estão na carteira nada mais.

    1. Concordo com o Jake, o outro senhor anónimo… é melhor começar a apreder a escrever, metade do que escreveu não se compreende, mas, também não interessa… é melhor ficar como está ou Salazar ainda salta cá para cima e diz-lhe que a sua luta do 25 de Abril foi contra Marcelo Caetano e não contra ele (lol). Com tanto protesto e excessos dados é que agora estamos como estamos. Claro que o pior é haver pessoas no desemprego e os colegas que estão nos escalões mais altos como dão menos aulas deveriam concordar em baixar um pouco mais os seus salários. Com este ganho as escolas poderiam considerar continuar a contratar professores e combatiamos o desemprego docente. Afinal de contas, os que estamos no 1º escalão nunca vamos chegar ao 10º e não vamos ter as reduções que neste momento estão estatuidas, seria um acto de solidariedade intergeracional invertida. Claro que é utópico, mas se houver esta proposta eu vou para a rua com o colega anónimo pede (lol)… estou só a brincar consigo…

  4. Custa-me que o retrocesso na qualidade de vida esteja a afectar, irremediavelmente, os jovens, mas a realidade mostra-nos que a redistribuição justa da riqueza só se conquista com luta, a geração do 25 de Abril lutou por uma vida melhor, 3 décadas depois são os jovens que têm que lutar pelos seus ideais, habituaram-se a ter tudo sem esforço, está na hora de arregaçarem as mangas. Quando as mal feitorias começaram na educação foram apenas os mais velhos que lutaram e ainda foram acusados de querer apenas manter privilégios. Os mais novos têm medo de ir à luta, não há luta sem riscos, por isso escolham, arrisquem, lutem! Não se escondam à sombra dos mais velhos!

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