INDIGNAÇÃO


Ex.mo Senhor Ministro da Finanças
Ex.ma Senhora Ministra da Educação

O(A) signatário(a) vem manifestar a sua profunda indignação e a mais viva contestação ao ataque brutal concretizado pelo Governo português contra todos os trabalhadores da administração pública e particularmente contra os docentes e os trabalhadores de apoio educativo das escolas, através de medidas que se concretizam na redução de salários, no congelamento de pensões, para além de um desmesurado crescimento da carga fiscal que acaba por se abater sobre todos os portugueses.

Considera, assim, de uma inaudita insensibilidade a decisão do Governo de reduzir os salários daqueles que têm sido ao longo dos anos os mais afectados com decisões governativas anteriores, no que concerne não só às suas condições de trabalho, como aos seus vencimentos.

Deste modo, rejeita as medidas violentas e ofensivas dos mais elementares direitos dos trabalhadores da Administração Pública constantes do Orçamento de Estado para 2011 e que reduzem substancialmente o seu salário.

Para além deste forte protesto, informa que não deixará de usar todos os meios legais ao seu dispor para contestar estas medidas cegas do Governo que, uma vez mais, desrespeita os docentes e demais trabalhadores das escolas, revelando-se insensível às dificuldades dos mais frágeis e dos que menos podem suportar as medidas de austeridade que lhes estão a ser impostas.

Neste sentido, exige que o Governo reponha a legalidade, repondo os vencimentos sem o valor dos cortes que indevidamente lhe estão a ser impostos.

21 de Janeiro de 2011

O(A) Signatário(a)

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4 comentários a “INDIGNAÇÃO”

  1. Penso que os sindicatos fariam bem em declarar greve geral ilimitada às horas extraordinárias por dois motivos. Para dar oportunidades aos desempregados e a o para mostrar todo o nosso descontentamento por todo o processo de alteração dos ECD e das normas de avaliação. Haveria um impacto real sobre a escola porque poucas pessoas aceitariam trabalhar uma ou duas horas semanais e muitas turmas ficaraiam sem professor. Esta medida não seria mal vistas pelos EE e teria o apoio da opinião pública em geral.

  2. Não me parece má ideia, mas como não tenho horas extraordinárias há 16 anos nem sei se tal é necessário. Nessa altura não era necessário justificar a falta a uma hora extraordinária. Agora é?

  3. 7 000 Docentes de EVT Perdem o Emprego!

    Está quase conseguida a completa “licealização” da Escola Portuguesa. Para esse objectivo ser conseguido a S.ra Ministra manda 7 000 professores de EVT para o desemprego. O saber-fazer não interessa neste País?

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