Faz hoje um mês


… que iniciei a divulgação de um documento sobre as alterações curriculares do ensino básico. Curiosamente nesse dia foi também apresentado com pompa e circunstância o relatório do Pisa 2009. Na véspera foram publicadas as famosas instruções de 10 páginas da DGRHE.

Apesar da publicação das instruções da DGRHE, ainda hoje as escolas têm actuações diferentes perante os casos de progressão que têm pela frente. Existem situações de docentes a quem foram pedidos inesperadamente relatórios de apreciação intercalar em plena época natalícia de forma a progredirem antes do congelamento de 1 de Janeiro de 2011.  E outros que efectivamente teriam o direito à sua progressão, desde o dia 1 de Julho de 2010, terão apenas os seus rectroactivos no mês de Fevereiro e esse vencimento fica já sujeito aos cortes aplicados a partir de 1 de Janeiro de 2011.

O regabofe chegou há muito tempo às escolas portuguesas, vivemos uma época de desânimo e desinteresse perante as posições obtusas dos governantes políticos. Nem mesmo a Avaliação de Desempenho (inútil, despendiosa e burocrata) consegue ser a alavanca para dar o murro na mesa que é necessário para mandar esta gente embora.

“Percebi” desde há um mês que um órgão consultivo é para isso mesmo, para ser consultado e dar um parecer, percebi também, de um momento para o outro, que existe uma Associação de Professores de EVT que tenta fazer pela vida.

A FENPROF prepara-se para marchar nas ruas durante o mês de Março, a FNE para promover seminários em torno das alterações curriculares.

Apesar de tanta mudança prevista, sinto-me sem força alguma para fazer um esforço contra a mudança.

É INÚTIL lutar contra a inutilidade, não existe a força da razão para lutar contra a irracionalidade.

Este post do Paulo retrata bem o que me apetece fazer.