Fim do pagamento da corecção de exames


De acordo com o despacho 18060/2010 de 3 de Dezembro a correcção dos exames passa a integrar o conteúdo funcional dos docentes deixando assim de serem pagos os 5€ por cada prova corrigida.

Artigo 5.º
Funções a desempenhar pelo professor classificador
1 — Ao professor classificador compete:
a) Classificar um máximo de 60 provas de exame por chamada/fase;
b) Participar nas reuniões de aferição de critérios de classificação com os supervisores, quando aplicável;
c) Cumprir as orientações determinadas pelo GAVE e pelo Júri Nacional de Exames.
2 — As funções mencionadas no número anterior integram o conteúdo funcional do docente, aprovado pelo Estatuto da Carreira Docente, não havendo lugar a qualquer remuneração adicional pelo exercício das mesmas.
3 — O docente que exerça a função de professor classificador é dispensado das tarefas não lectivas durante o período em que decorre a classificação. Este período tem início no dia de distribuição, nas escolas sede do agrupamento de exame, das provas de exame que vai classificar.
4 — O número de dias de dispensa das tarefas não lectivas para a classificação dos exames nacionais das diferentes disciplinas e para cada uma das chamadas/fases é definido anualmente através de despacho interno do membro do Governo responsável pela área da educação.
5 — Aos professores classificadores que durante o período destinado à classificação das provas tenham atribuídas funções lectivas apenas poderá ser atribuído um número máximo de 25 provas de exame por chamada/fase.

A reacção da FNE

O secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE) contesta, pois considera que este trabalho vai para além daquilo que o professor é chamado a fazer na escola. “Consideramos que se deve manter um mecanismo de compensação desse trabalho extraordinário, que se sobrepõe àquele que é o trabalho normal dos professores, de acampamento e avaliação dos seus alunos.”

João Dias da Silva considera que “não se pode acumular aquilo que são as tarefas de encerramento fim do ano e de lançamento do ano lectivo seguinte, de que os professores são responsáveis, e, ao mesmo tempo ainda realizarem em acréscimo outro trabalho”.

A reacção da FENPROF

a Fenprof (Federação Nacional de Professores) está a oferecer apoio jurídico aos professores que queiram recorrer aos tribunais

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Um pensamento em “Fim do pagamento da corecção de exames”

  1. Esta corja de burocratas que nos desgoverna arranjou mais uma forma de desviar uns milhões para ter fundo de maneio para mais um assessor, ou secretário, ou motorista, ou a p***a que for.

    E não me venham dizer, como já vi numa resposta de outro blog, não se perceber o problema de a correcção dos exames não ser paga, como trabalho extraordinário porque não estamos de férias!! Em primeiro lugar, as sedes de Agrupamento ficam muitas vezes a várias kilómetros da escola para onde se vai leccionar (no distrito de Santarém o Agrupamento Verde Horizonte pertence ao QZP de Castelo Branco e a escola sede é em Castelo Branco: ir e vir, uma vez, são 140 kilómetros!!!) Em 2º lugar, mesmo em casos menos longínquos, a componente não lectiva está intercalada com componente lectiva. Como é que se dispensa um professor da componente não lectiva se logo a seguir for ter componente lectiva??

    Este trabalho é um trabalho extra!Ponto. E enquanto tal tem que ser pago. E 5 euros por cada prova???????? As empregada domésticas já ganham mais que isso à hora, nas grandes cidades – tenho todo o respeito por elas, mas não tiraram nenhum curso específico para fazer limpezas! Um exame não fica pronto apenas numa hora!!!!

    Cada vez me interrogo mais para que investi, e continuo a investir na minha formação, se ao fim e ao cabo aqueles que não têm formação específica nenhuma
    são mais valorizados…

    Posso ter pouco, mas ainda tenho o meu voto. E na altura devida estarei a AVALIAR ESTA ESCUMALHA sem ética e sem escrúpulos.

    C.

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