Acho muito bem


…que perante a inevitabilidade da inexistência de um concurso extraordinário em 2011 a FNE venha dizer:

Propusemos um concurso extraordinário de mobilidade interna que faça com que os professores que eram titulares na altura possam concorrer a vagas e possam permutar os lugares que estejam interessados para responder a interesses particulares.

O secretário geral da FNE acrescentou que pediu ao ministério que “respeite” o princípio da substituição de aposentados por novos professores, sugerindo o preenchimento daqueles lugares por “docentes que até agora têm estado na situação de contratados”.

Também acho muito bem que a FENPROF:

considera que o incumprimento de parte do acordo (a mais importante e a única positiva) se traduz no rompimento do mesmo na globalidade, uma vez que este foi assim assinado e não de forma seccionada.

Mas de uma próxima vez convêm assinar um acordo em que ambas as partes o assumam sob compromisso de honra e independentemente de outras condições externas que possam vir a acontecer.

Sob a Avaliação de Desempenho darei em breve algumas pistas de como torná-la num caos utilizando apenas os mecanismos legais.

Anúncios

10 comentários a “Acho muito bem”

  1. Quanto da ADD, eu já comecei a deixar algumas cabecitas a deitar fumo lá pela escola… XD

    Temos pena!!!

    Até já me perguntaram se eu voltei à idade dos “porquês”!!!… XD

      1. Pedir ainda não pedi… Mas vou pedir!

        Comecei por questionar se não iria existir uma folhita do requerimento com o timbre da escola!!! Até arregalaram os olhos antes de dizerem que aquilo até era muito simples de fazer. É claro que ouviram logo “Mas eu pensei que queriam fazer como noutras escolas e uniformizar o procedimento, mas ‘prontus’…”. XD

        Adoro vê-los a revirar os olhos! 😉

  2. E por falar em ADD…
    As notas têm peso na graduação profissional, não é verdade? Eu já vi uma fórmula para se calcular a graduação, com base no tempo de serviço, a classificação académica e a classificação da ADD.

    Se assim é, o facto de os relatores serem do mesmo grupo disciplinar não dá azo a um conflito de interesses?

    A graduação profissional não é um aspecto irrelevante, muito menos com a redução de pessoal que se pretende levar a cabo…

    Que interesse poderá ter o meu relator em dar-me um Excelente, sabendo que ele próprio não o terá e sabendo que isso fará subir a minha graduação profissional [face a ele]?

  3. É uma boa pergunta, Carla.
    Contudo no anterior modelo existiram quotas por determinados grupos de avaliados.
    Neste momento ainda não estão determinadas essas quotas.

    Mas sabendo que a condição para se ter MB ou EXC é só com aulas assistidas, como poderão ter essas menções os Coordenadores de Departamento e alguns relatores, na situação da obrigatoriedade das mesmas na passagem para o 5º escalão ou para ultrapassar as contingências para o 7º escalão, que não sejam do mesmo grupo disciplinar dos coordenadores?

    Parece-me que neste caso existe alguma materia legal para iniciar-se o caos na ADD.

    1. Arlindo, nalgumas ecolas as questões colocadas às DREs são respondidas à laia de “façam como quiserem, desde que façam a ADD”… Ninguém sabe responder a nada…

      A impossibilidade de nomear relatores em todos os grupos disciplinares está a ser “resolvida” com um “regresso ao passado”. Eu tenho conhecimento de situações em que os Coordenadores de Departamento avaliam colegas de vários grupos disciplinares/de recrutamento, sobretudo no Departamento de Expressões, que é o mais colorido, digamos assim.

      1. No final da ADD, os que se sintam injustiçados, poderão recorrer por utilização de procedimentos ilegais.
        Por isso acho melhor cada um se precaver por escrito, declarando ausência de esclarecimentos superiores, nas situações em que exista dúvida ou ausência de legislação adequada.

  4. O concurso de 2011 para evitar gastos não precisa ser só de mobilidade caros colegas. Um concurso de integração nos quadros dos professores contratados com mais de dez anos de serviço, é possível.Se é mesmo uma questão de “justiça”, então basta colocarem os professores contratados nos quadros e manterem o seu escalão , até melhores dias.
    Que acham?
    Pelos vistos é só mesmo uma questão de justiça e vontade de a concretizar.

  5. Algo como?
    A FNE propôs, também, um mecanismo em que as vagas libertadas pelos aposentados são preenchidas por docentes contratados”, que passariam a uma situação de contrato sem termo. E contestou “o fim das áreas de estudo acompanhado e de projecto no Ensino Básico”.

    É possível, sim.

Os comentários estão fechados.