Irá o 75/2010 travar o pedido de aposentações?


Numa análise muito geral a resposta é sim. E porquê?

Os primeiros beneficiados com a entrada em vigor do Decreto-Lei 75/2010 são os docentes do indíce 299 que estão com mais de 6 anos de serviço nesse indíce, quase na sua totalidade docentes com bacharelato.

Estes docentes pelo facto de nunca terem tido expectativa de subir ao indice 340 pelo facto de tal ter sido sempre impedido aos docentes Bacharéis, encontram novo ânimo para continuar no ensino.

Tendo em conta que a penalização actual sobe para 6% por cada ano que falte para a idade legal em vigor e que o vencimento sobe cerca de 300 euros mensais, um grande número de professores irá optar por continuar no ensino por mais alguns anos.

Nota: Não critico este novo facto, até considero bastante justo que tal possa acontecer, acontecessem também outras vantagens maiores pelo grau de qualificações dos docentes (especializações, mestrados e doutoramentos)

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4 comentários a “Irá o 75/2010 travar o pedido de aposentações?”

  1. Trata-se de uma enorme injustiça! Aliás, o acordo beneficiou quase exclusivamente esses professores. É uma injustiça brutal promover aqueles que se estiveram marimbando para fazer mais alguma coisinha. Claro que agora não irão pedir aposentação…

  2. O “quase” é relativo…..sou licenciada, com especialização científica e estágio pedagógico. Toda a vida dei secundário. Na escola, ao longo dos anos, todos os 12º da área eram-me atribuídos. O meu horário ficava com a componente lectiva totalmente preenchida por isso mesmo.No concurso de titulares, não fiquei, fui ultrapassada por uma colega de índice inferior porque ela contabilizou pontos nas Direcções de Turma que lhe eram atribuídas para completar a componente lectiva.
    Conheço outras situações semelhantes pelo que entendo ter-se feito minimamente justiça…..

  3. O novo ECD veio trazer “justiça positiva” aos casos semelhantes à Isabel, contudo, os docentes do 9º escalão que não subiram a titulares (com 6 ou mais anos de serviço) estão em clara minoria em relação aos Bacharéis que já tinham atingido o seu “topo de carreira”.

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